• 11/04/2017 17:36:00

    Exposição de Gaudí no Rio de Janeiro leva mais de 100 obras

    Um dos símbolos de Barcelona, cidade espanhola que respira arte, as obras de Antoni Gaudí inspirarão os visitantes do Museu de Arte Moderna (MAM) que, desde o dia 16/03, abriga a mostra "Gaudí, Barcelona 1900".  A exposição é fruto de nova parceria entre a Arteris, uma das maiores companhias de concessões de rodovias do país e administradora da Autopista Fluminense, e o Instituto Tomie Ohtake, que também viabilizou a vinda de obras inéditas de outros dois ícones da arte espanhola - Salvador Dalí e Pablo Picasso - para a cidade em 2014 e 2016, respectivamente.

     

    Com trabalhos oriundos do Museu Nacional de Arte da Catalunha, Museu do Templo Expiatório da Sagrada Família e da Fundação Catalunya-La Pedrera, a exposição reúne 111 obras, entre elas 46 maquetes, quatro delas em escalas monumentais, e 25 peças entre objetos e mobiliário criados pelo mestre catalão. Completam a mostra cerca de 40 trabalhos de outros artistas e artesãos que compunham a avançada cena de Barcelona nos anos 1900.
    "Estou certo de que o público do Rio de Janeiro aproveitará a oportunidade e prestigiará a genialidade de Gaudí visitando essa espetacular exposição", afirma o presidente da Arteris, David Díaz. "O patrocínio a grandes exposições integra a estratégia da companhia de promover o acesso à cultura nas regiões atendidas pelas concessionárias. É uma honra poder contribuir mais uma vez para a vida cultural da cidade, além de potencializar o turismo na região".

     

    Os curadores da exposição, Raimon Ramis e Pepe Serra Villalba, destacam os processos construtivos dos projetos de Gaudí por meio de modelos tridimensionais que ressaltam detalhes de sua arquitetura. No design, móveis e objetos, que vão de maçanetas de metal a peças em cerâmica e madeira, dão conta de como a criação artesanal conseguiu fundamentar a indústria. O conjunto das obras reunidas do consagrado arquiteto catalão testemunha a invenção de uma original geometria, calculada a partir da observação e estudo dos movimentos da natureza. Com este princípio racionalista protagonizado pelo orgânico, Gaudí instaura uma estética moderna única que marcou definitivamente a cidade de Barcelona.

     

    Para ilustrar ainda a pujança de um período em que a capital da Catalunha surge como projeto moderno de cidade, os curadores selecionaram 26 trabalhos entre objetos e elementos decorativos concebidos pelos chamados ensembliers (artesãos de alto nível), além de 16 pinturas. São artistas contemporâneos a Gaudí, que desenvolveram suas obras conforme os preceitos do modernismo catalão. Entre eles, destacam-se os pintores Ramón Casas e Santiago Rusiñol, e ensembliers como Gaspar Homar ou Joan Busquets, que decoraram e mobiliaram as casas da burguesia catalã do período.