• 02/12/2016 11:53:00

    Arteris traz obras de Gaudí para São Paulo

    Um dos símbolos de Barcelona, cidade espanhola que respira arte, as obras de Antoni Gaudí inspirarão os visitantes do Instituto Tomie Ohtake. A mostra "Gaudí, Barcelona 1900" tem início no dia 19 e segue em São Paulo até o dia 05 de fevereiro, fruto de nova parceria com a Arteris, uma das maiores companhias de concessões rodoviárias do país. A mostra promete repetir o sucesso das exposições de Pablo Picasso, Joan Miró e Salvador Dalí, também realizadas em parceria com a Arteris.

     


    Com trabalhos oriundos do Museu Nacional de Arte da Catalunha, Museu do Templo Expiatório da Sagrada Família e da Fundação Catalunya-La Pedrera, a exposição reúne 111 obras, entre elas 46 maquetes, quatro delas em escalas monumentais, e 25 peças entre objetos e mobiliário criados pelo mestre catalão. Completam a mostra cerca de 40 trabalhos de outros artistas e artesãos que compunham a avançada cena de Barcelona nos anos 1900.
    "Estou certo de que o público de São Paulo aproveitará a oportunidade e prestigiará a genialidade de Gaudí visitando essa espetacular exposição", afirma o presidente da Arteris, David Díaz. "O patrocínio a grandes exposições integra a estratégia da companhia de promover o acesso à cultura nas regiões atendidas pelas concessionárias. É uma honra poder contribuir mais uma vez para a vida cultural de São Paulo, além de potencializar o turismo na região".

     


    Os curadores da exposição, Raimon Ramis e Pepe Serra Villalba, destacam os processos construtivos dos projetos de Gaudí por meio de modelos tridimensionais que ressaltam detalhes de sua arquitetura. No design, móveis e objetos, que vão de maçanetas de metal a peças em cerâmica e madeira, dão conta de como a criação artesanal conseguiu fundamentar a indústria. O conjunto das obras reunidas do consagrado arquiteto catalão testemunha a invenção de uma original geometria, calculada a partir da observação e estudo dos movimentos da natureza. Com este princípio racionalista protagonizado pelo orgânico, Gaudí instaura uma estética moderna única que marcou definitivamente a cidade de Barcelona.

     


    Para ilustrar ainda a pujança de um período em que a capital da Catalunha surge como projeto moderno de cidade, os curadores selecionaram 26 trabalhos entre objetos e elementos decorativos concebidos pelos chamados ensembliers (artesãos de alto nível), além de 16 pinturas. São artistas contemporâneos a Gaudí, que desenvolveram suas obras conforme os preceitos do modernismo catalão. Entre eles destacam-se os pintores Ramón Casas e Santiago Rusiñol, e ensembliers como Gaspar Homar ou Joan Busquets, que decoraram e mobiliaram as casas da burguesia catalã do período.