Imprensa

Arteris Fluminense inicia a construção do primeiro viaduto vegetado em rodovias federais do Brasil

21 de novembro de 2018

Infraestrutura vai ajudar na preservação dos animais presentes na região, caso do Mico-Leão-Dourado, espécie ameaçada de extinção e endêmica na região

Niterói, 14 de novembro de 2018 – A Arteris Fluminense iniciou a construção do primeiro viaduto vegetado em rodovias federais do país para passagens de animais silvestres. Concebida a partir de um projeto inovador desenvolvido pela concessionária e devidamente aprovado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), pelos órgãos ambientais locais, pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a infraestrutura, em conjunto com uma série de outros dispositivos implantados entre o km 190,3 e o km 261,2 da rodovia BR-101 RJ/Norte, entre os municípios de Casimiro de Abreu e Rio Bonito, elevará este segmento de 72 quilômetros de rodovia ao posto de maior em diversidade de tipos de passagens para animais silvestres do Brasil.

Decorrente de condicionantes ambientais em atendimento pela Arteris Fluminense, o viaduto vegetado foi planejado para ter papel fundamental na conservação da biodiversidade da região. Implantado no km 218 da BR-101 RJ/Norte, em Silva Jardim, e com investimentos de R$ 9 milhões, a estrutura tem como intuito tornar mais segura a travessia da fauna local sobre a rodovia, evitando atropelamentos.

O dispositivo vai conectar a Reserva Biológica Poço das Antas, um dos principais habitats do Mico-Leão-Dourado – espécie ameaçada de extinção e endêmica da região –, à fazenda Igarapé, formando corredores ecológicos para conectar fragmentos florestais isolados, permitindo assim o fluxo genético entre as populações selvagens. A primeira etapa da fase de obras refere-se à mobilização de equipes e de equipamentos, além de preparação dos canteiros de obras.

“Trata-se de um investimento de caráter extraordinário, que reforça o compromisso da Arteris em resolver uma questão muito peculiar e desafiadora naquela região. Teremos um dispositivo inovador, que será testado em seu objetivo de contribuir de forma decisiva com a preservação da fauna que habita e transita na região da rodovia, além de promover a segurança viária para todos os usuários da BR-101/RJ”, ressaltou o diretor-superintendente da Arteris Fluminense Odílio Ferreira.

Diante da complexidade e do investimento previsto, a Arteris Fluminense contou com auxílio de especialistas e buscou experiências em outros países para desenvolver uma solução inovadora que atende toda a diversidade da fauna da região. Com dimensões de 54m de comprimento por 20m de largura, o viaduto vegetado será coberto de plantas e árvores nativas da Mata Atlântica definidos pelo ICMBio, além de rampas de acesso e cercas vivas de 2m de altura para condução dos animais ao dispositivo.

 

Vista aérea ilustrada do viaduto vegetado a ser construído pela Arteris Fluminense no KM 218 da BR-101/RJ Norte

“O viaduto vegetado, por seu caráter inovador e inédito nas rodovias federais, será monitorado de forma a mensurarmos como esta estrutura vai contribuir para a preservação da fauna da reunião. Após este trabalho de longo prazo, será possível avaliarmos a se o dispositivo é uma alternativa viável em comparação com as demais comumente utilizadas no país, como é o caso das passagens inferiores”, afirma o coordenador de meio ambiente da Arteris Fluminense e integrante do conselho consultivo das Rebios (Reservas Biológicas) Poço das Antas e União, Marcello Guerreiro.

  • Infraestrutura em prol da preservação dos animais silvestres

Com investimentos superiores a R$ 52 milhões, a construção das passagens de fauna inclui, além do viaduto vegetado em Silva Jardim, quatro estruturas rígidas de concreto e outras seis em metal. Inéditas em rodovias federais do país, ambas têm como objetivo conectar árvores (conexão copa-a-copa) de uma extremidade a outra da rodovia. Adicionalmente, o projeto também contempla 15 passagens subterrâneas e nove passagens sob vãos secos das pontes.

Do total de 15 passagens de fauna subterrâneas previstas no segmento duplicado entre Casimiro de Abreu (km 190,3) e Rio Bonito (km 261,2), nove já estão em fase avançada de obras. Diferente das passagens de fauna inferiores utilizadas em outras rodovias, que compreendem o uso de dispositivos de drenagens adaptados à fauna, os projetos desenvolvidos pela Arteris Fluminense, em comum acordo com os órgãos ambientais locais e com IBAMA e ICMBio, preveem a construção de galerias de concreto em formato retangular, além de cercas delimitadoras e o plantio de 2 mil árvores de espécies nativas em cada dispositivo.

O conjunto de dispositivos, assim que construído, tornará a rodovia administrada pela Arteris Fluminense como a que comporta o trecho com maior diversidade de tipos de passagens de fauna do Brasil. “Espera-se com isso que a BR-101/RJ se transforme em um modelo em termos de medidas de proteção à fauna em obras do setor rodoviário”, destaca Luís Paulo Ferraz, secretário-executivo da Associação Mico-Leão Dourado, que participou do projeto com a Arteris, ao lado das demais instituições e órgãos públicos, como Ministério do Meio Ambiente, ANTT, IBAMA, ICMBio, ao longo de todo o processo de discussão, evolução e aprovação da iniciativa.

 

  • Sobre a duplicação da BR-101 RJ/Norte

A duplicação entre as cidades de Campos dos Goytacazes e Rio Bonito é a maior obra do contrato de concessão da BR-101 RJ/Norte. Do total de quilômetros liberados para obras, ou seja, com licença ambiental concedida e aprovação emitida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a Arteris Fluminense executou 126,3 quilômetros de novas pistas entregues aos usuários entre os anos de 2014 e 2018, tendo concluída a duplicação de 60,1 quilômetros entre Campos dos Goytacazes (km 84,6) e Macaé (km 144,7) e 66,2 quilômetros entre Casimiro de Abreu (190,3) e Rio Bonito (km 261,5). Neste segmento, 5 km aguardam a liberação para início de obras.

Os 46 quilômetros entre as cidades de Macaé (km 144) e Casimiro de Abreu (km 190), que atravessam a Reserva Biológica União, estão em fase final de licenciamento ambiental, sendo que as obras podem ser iniciadas após emissão da Licença de Instalação (LI) pelo órgão licenciador.

 

  • Sobre a Arteris Fluminense – Concessionária responsável por 322 quilômetros da rodovia BR-101/RJ, trecho entre a Ponte Presidente Costa e Silva, em Niterói (RJ), e a divisa entre os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. A Arteris Fluminense tem sede na cidade de São Gonçalo (RJ), local para onde deverão ser encaminhadas todas as comunicações legais, em razão de constituir-se pessoa jurídica distinta de Arteris S.A. (sua controladora societária).

 

  • Sobre a Arteris –  A Arteris S.A. é uma das maiores companhias do setor de concessões de rodovias do Brasil em quilômetros administrados, com mais de 3.400 km em operação. Por meio de suas nove concessionárias, a Arteris administra rodovias localizadas nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paraná, importante eixo econômico e industrial do País. A companhia é responsável pela operação de cinco concessionárias federais: Arteris Fernão Dias, Arteris Régis Bittencourt, Arteris Litoral Sul, Arteris Planalto Sul e Arteris Fluminense. Também detém as concessionárias estaduais Arteris Autovias, Arteris Centrovias, Arteris Intervias e Arteris ViaPaulista, que atuam no interior de São Paulo. A Arteris é controlada pela espanhola Abertis e pela canadense Brookfield e mantém programas permanentes de conscientização. Saiba mais: www.arteris.com.br.

 



Mais noticias

Ver todas