Com o objetivo de evitar a deterioração das principais vias do país, foi criado, no início da década de 90, o programa de concessões rodoviárias. A atração de investimentos do setor privado foi estratégica para manter e ampliar o conjunto viário e oferecer melhores condições para o transporte de bens e a prestação de serviços no Brasil.

O programa teve início entre 1993 e 1994, quando o DNER deu início às primeiras licitações de concessões rodoviárias. Em 1995, fixou-se o marco regulatório para as concessões públicas no Brasil. No ano seguinte, a Lei nº 9.277 autorizou o Governo Federal a delegar aos estados, municípios e Distrito Federal a administração e operação de determinadas rodovias federais que foram objetos de concessão.

Entre 1997 e 1998, os estados de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul iniciaram seus próprios programas de concessão de rodovias e, em 2001, começou o processo de reestruturação do setor de transportes do Governo Federal e a criação do CONIT (Conselho Nacional de Integração de Políticas de Transporte), ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte).

Com a extinção do DNER em 2003, a ANTT passou a atuar na regulação, outorga e fiscalização das concessões rodoviárias. Já o DNIT passou a administrar, dentre outros, os projetos de construção, manutenção e expansão das rodovias. Na esfera estadual, também foram criadas agências reguladoras para estabelecer diretrizes na outorga de concessões.

Dados atuais sobre o setor de rodovias podem ser acessados no site da ABCR